O presidente Lula sanciona, nesta segunda-feira (11), a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, a ser celebrado anualmente em 12 de março.
A cerimônia foi aberta pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que, em seu discurso, comparou a condução da área nos últimos nove anos com a gestão atual do petista. A data escolhida faz referência à primeira morte causada pela doença no Brasil.
“Que esse tema nunca mais seja esquecido pela sociedade brasileira. Na saúde, costumamos dizer que a memória tem dois papéis fundamentais: acolher o sofrimento e, sobretudo, impedir que a sociedade volte a repetir ou permita o que aconteceu durante a condução da pandemia de Covid-19 no nosso país”, afirmou o ministro da Saúde.
Autor do projeto, o deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) detalhou a escolha do dia 12 de março para homenagear as vítimas da pandemia.
“Em 12 de março de 2020, no Hospital Municipal do Tatuapé, em Tiradentes, morreu Hosana Urbano, a primeira vítima da Covid, aos 57 anos. Diarista e lutadora, ela sonhava, junto da família, em quitar as últimas parcelas do apartamento para viver com o neto”, relatou.
O presidente Lula criticou a condução do governo de Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19 e afirmou que os responsáveis pela disseminação de desinformação sobre a doença não podem “cair no esquecimento”.
“Eu sempre falava para o Padilha: por que as entidades médicas não abriram processo de crime contra a humanidade contra o presidente ou ministros da Saúde? Por que não pegaram a fala desses médicos pró-cloroquina e não abriram processo contra essa gente?”, afirmou.
Por R7












