Mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) atendidas pelo Espectro 21, em Esperança, procuraram o Se Liga PB para cobrar explicações e uma solução para a continuidade das terapias oferecidas aos filhos.
Segundo os relatos encaminhados à reportagem, famílias vêm enfrentando dificuldades relacionadas à manutenção dos atendimentos e demonstram preocupação com a interrupção ou redução de terapias consideradas importantes para o desenvolvimento e a rotina das crianças.
Uma das mães que decidiu se manifestar publicamente foi Dayane, que autorizou a divulgação de seu nome. Ela relatou que outras famílias também compartilham a mesma preocupação e aguardam informações mais objetivas sobre quando os atendimentos serão normalizados.
Durante a apuração, o Se Liga PB analisou informações relacionadas ao Contrato nº 00113/2026, firmado em 18 de março deste ano, no valor de R$ 561,6 mil. O documento previa inicialmente vigência até 18 de março de 2027 e contemplava serviços voltados ao acompanhamento multidisciplinar de crianças com TEA.
A reportagem procurou a Prefeitura de Esperança para esclarecer a situação. Em resposta encaminhada por meio do secretário de Comunicação, Arthur Porto, a gestão informou que o contrato foi rescindido.
“A prefeitura está avaliando a contratação de profissionais especializados para que os serviços possam ser oferecidos pelo próprio município. Além disso, o contrato em questão foi rescindido”, informou a Prefeitura.
A resposta, no entanto, deixa pontos importantes ainda sem esclarecimento. A gestão não informou quando a rescisão ocorreu, qual foi o motivo da decisão, quantas crianças foram diretamente afetadas nem apresentou um prazo para a contratação dos novos profissionais.
Também não foi informado quando os atendimentos deverão ser completamente retomados no novo formato anunciado pelo município.
É justamente essa indefinição que preocupa as mães. Para as famílias, mais do que saber que a Prefeitura “está avaliando” uma nova contratação, o principal questionamento é quando as crianças voltarão a receber os atendimentos de forma regular.
A situação chama atenção porque envolve um público que depende de acompanhamento contínuo e especializado. A interrupção ou demora na retomada das terapias pode representar prejuízos na rotina e no desenvolvimento das crianças, motivo pelo qual as famílias cobram uma resposta mais objetiva e, principalmente, um cronograma.
Redação












