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Mauro Cid volta à PF e presta depoimento sobre caso de joias recebidas por Bolsonaro

Em 26 de março, o general Mauro Cesar Lourena Cid, pai de Mauro Cid, prestou depoimento à Polícia Federal.

Publicado: 26/04/2024

Mauro Cid (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), presta novo depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (26). A oitiva faz parte do inquérito das joias recebidas por Bolsonaro e sua esposa, Michelle. De acordo com fontes ouvidas pela RECORD, trata-se apenas de confirmações de informações já prestadas por Cid. O tenente-coronel foi deslocado do batalhão do Exército, onde está preso, para a sede da Polícia Federal em Brasília, de onde fala com os agentes por videoconferência, já que os policiais estão nos Estados Unidos investigando a tentativa ilegal de venda das joias. A corporação pretende encerrar o inquérito até maio.

Em 26 de março, o general Mauro Cesar Lourena Cid, pai de Mauro Cid, prestou depoimento à Polícia Federal. O militar também é investigado pela suspeita de vender joias e presentes oficiais recebidos pelo casal Bolsonaro. Em agosto de 2023, a PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em uma operação de combate a crimes de peculato e lavagem de dinheiro ligados ao caso das joias recebidas por Bolsonaro e sua esposa, Michelle. O general foi um dos alvos.

De acordo com a PF, pai e filho teriam utilizado “a estrutura do Estado brasileiro para desviar bens de alto valor patrimonial, entregues em missões oficiais por autoridades estrangeiras a representantes do Estado, por meio da venda desses itens no exterior”. A Polícia Federal identificou o rosto do general no reflexo de uma foto utilizada para negociar, nos Estados Unidos, esculturas recebidas como presente oficial. A imagem foi anexada ao documento de decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Em 22 de março, o tenente-coronel Mauro Cid foi ouvido pelo STF sobre o áudio vazado em que ele fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes. No material, o militar alegou ter sido coagido pelos investigadores da PF. O tenente-coronel voltou a ser preso após o depoimento. Desde então, os benefícios da delação estão sob análise e podem ser rescindidos. O depoimento ao STF durou cerca de meia hora e o tenente-coronel chegou a desmaiar durante a oitiva.

A PF sabe para quem Mauro Cid enviou os áudios em que criticou a conduta da corporação e do ministro Alexandre de Moraes no acordo de delação premiada. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (25) à RECORD, mas a identidade do interlocutor permanece em sigilo.

O STF justificou o novo mandado de prisão por descumprimento das medidas cautelares e obstrução à Justiça. A defesa de Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, divulgou uma nota na quinta-feira (21) negando que o militar questione as investigações da PF sobre ele. O comunicado diz que o tenente-coronel passa por um momento de angústia pessoal devido às apurações da corporação.

Fonte: R7

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