Operação desmonta rede clandestina de vigilância em Campina Grande

Segundo as investigações, os equipamentos poderiam estar sendo usados por organizações criminosas.

Publicado: 26/08/2026

Foto: Reprodução/Polícia Civil



A Polícia Civil retirou nove câmeras de vigilância instaladas irregularmente em postes de iluminação pública de Campina Grande nesta terça-feira (25).

A ação contou com o apoio do 2º Comando Regional do Corpo de Bombeiros Militar e integra a Operação Paraíba Mais Segura.

Segundo as investigações, os equipamentos poderiam estar sendo usados por organizações criminosas para monitorar policiais e integrantes de grupos rivais.

Equipamentos estavam sem autorização

As câmeras foram encontradas em diferentes pontos da cidade e estavam instaladas sem autorização dos órgãos públicos responsáveis.

Conforme a Polícia Civil, os aparelhos poderiam funcionar como ferramentas de controle territorial, permitindo o acompanhamento da movimentação das forças de segurança e de grupos rivais.

A possível utilização pelas organizações criminosas ainda está sendo investigada.

Drones ajudaram no mapeamento

A operação mobilizou cerca de 30 policiais, dez viaturas e drones empregados no mapeamento dos locais onde os dispositivos estavam instalados.

Alguns pontos já haviam sido identificados durante diligências realizadas nas semanas anteriores.

Entretanto, com o apoio dos drones e das demais tecnologias utilizadas, as equipes localizaram novas câmeras durante a ação.

O Corpo de Bombeiros auxiliou na retirada dos dispositivos instalados nos postes de iluminação pública.

Ação integra combate às facções

A operação foi conduzida pela 2ª Superintendência Regional de Polícia Civil e pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Campina Grande.

O trabalho integra as ações estaduais desenvolvidas para combater a atuação e o avanço das facções criminosas na Paraíba.

Investigações continuam

A Polícia Civil informou que as diligências terão continuidade para localizar outros possíveis pontos de monitoramento irregular.

Os investigadores também procuram identificar quem instalou os aparelhos e apurar a possível relação dos responsáveis com organizações criminosas.

Por Thyago Lúcio – Portal Paraíba.com.br



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