Operação ‘Senhor das Armas’ revela esquema com divisão de funções e abastecimento de facções criminosas na Paraíba

A operação prendeu 10 pessoas, apreendeu 22 armas e 3.500 munições e revelou esquema que abastecia facções criminosas na Paraíba.

Publicado: 16/04/2026

Foto: Reprodução



A Operação Senhor das Armas, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil da Paraíba e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), revelou uma estrutura criminosa organizada e especializada no comércio clandestino de armamentos em todo o estado. Novos detalhes da investigação apontam que o grupo atuava de forma articulada, com funções bem definidas entre os integrantes e fornecimento direto para facções criminosas.

Conforme apurado pelas equipes da Delegacia de Combate à Circulação e Comércio Ilegal de Armas de Fogo (Desarme) e do Gaeco/MPPB, os investigados se dividiam em tarefas estratégicas, incluindo intermediação da venda de armas, transporte clandestino, adulteração de armamentos e articulação com compradores ligados ao crime organizado.

A operação faz parte da Operação Nacional da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, ampliando o cerco contra facções e redes criminosas interestaduais.

O balanço atualizado da Operação Senhor das Armas aponta:

10 prisões realizadas, sendo oito por mandados judiciais e duas em flagrante;

22 armas de fogo apreendidas, de diversos calibres;

3.500 munições recolhidas durante as diligências;

Esquema estruturado e atuação em todo o estado

As investigações indicam que a organização criminosa mantinha uma cadeia logística estruturada para aquisição, modificação e distribuição ilegal de armas de fogo, com alcance em diversas regiões da Paraíba. O esquema abastecia inclusive integrantes de facções atuantes no estado, fortalecendo a atuação de grupos envolvidos em homicídios, tráfico de drogas e roubos.

Ao todo, foram mobilizados cerca de 100 agentes na operação, com apoio da Draco, DRE, GOE, canil da Polícia Civil, Unintelpol e outras unidades especializadas.

Investigações continuam

Segundo os investigadores, o material recolhido durante a Operação Senhor das Armas passará por perícia técnica e poderá levar à identificação de novos envolvidos. A apuração segue em andamento e não está descartada a adoção de novas medidas judiciais nos próximos dias.

Os alvos da operação poderão responder por crimes como comércio ilegal de armas, organização criminosa e adulteração de sinal identificador de arma de fogo, com penas que podem ultrapassar dez anos de prisão.

Com ClickPB 



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