A campanha Outubro Rosa tem o objetivo de conscientizar e promover a prevenção do câncer de mama. No ano passado, foram registrados mais de 73 mil casos da doença, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). E, apesar de pouco abordado, o câncer de mama também pode atingir os pets, especialmente cães e gatos.
A médica veterinária Scarlatt Karollayne, responsável técnica da Clínica-Escola de Medicina Veterinária da UNINASSAU Campina Grande, explica que o câncer de mama em pets pode ser identificado por meio de alguns sinais do corpo. “É o caso do aparecimento de nódulos ou caroços nas mamas. Inicialmente, eles podem ser pequenos. Além disso, muitas vezes, o animal não apresenta dor ou alterações no comportamento”.
Mesmo não sendo a principal causa do câncer de mama nos pets, a dieta inadequada também pode favorecer o aparecimento da doença, como obesidade e alterações metabólicas, que prejudicam a saúde do animal. “Uma alimentação equilibrada e o controle do peso são importantes. Além disso, é preciso considerar fatores hormonais, genéticos, idade e histórico reprodutivo. No caso dos tumores mamários, a exposição aos hormônios sexuais tem uma influência importante”, pontua.
A médica veterinária ainda explica a importância de o tutor observar a região das mamas dos pets para verificar se há nódulos ou caroços. “Durante momentos de carinho, procure por aumento de volume, alterações na pele ou secreções”, acrescenta.
A castração do animal pode ser uma medida que reduz o câncer de mama, pois diminui a exposição dos hormônios sexuais. “Estrogênio e progesterona estão relacionados ao desenvolvimento dos tumores mamários. É importante lembrar que a castração reduz o risco, mas não elimina completamente a possibilidade da doença. Por isso, os pets castrados precisam de acompanhamento veterinário e observação regular”, finaliza a médica veterinária.
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