GRAVE:Servidora concursada da prefeitura de Caturité denuncia ter sofrido redução salarial, por perseguição política

A servidora é enfermeira concursada do município, e diz que seu salário caiu de R$4,5 mil para R$1,3 mil, e classifica ato como perseguição política.

15 de maio de 2019   

Município de Caturité(Foto:Reprodução Internet)

EXCLUSIVO SE LIGA PB – Uma servidora da prefeitura do município de Caturité, no Agreste paraibano, vem denunciando uma situação de perseguição e práticas classificadas como “coronelistas”, pela denunciante. A servidora Terezinha Costa de Oliveira é enfermeira concursada, que nos relata ter passado em primeiro lugar no Concurso Público do município. Ela diz que vem sofrendo perseguições por parte do prefeito José João(PSD), e seus auxiliares.

Ela diz que as perseguições começaram ainda no período em que saiu de férias, e ao retornar teve algumas surpresas desagradáveis. “Os salários dos efetivos são pagos sempre início do mês, e o meu do ano passado pra cá houve uma queda brusca”, relata.

“Em período de férias obviamente alguém haveria de ocupar a vaga até o término das férias, mas fui enganada. Ao retornar fui comunicada que não mais retornaria ao Programa Saúde da Família, ao qual tinha uma remuneração próxima a R$ 4,5 mil. Do nada criaram uma portaria baseada em âmbito político, deixando-me com um salário de R$ 1,3 mil, inferior ao de uma técnica e de até um agente de saúde do Município de Caturité”, nos relata, enviando uma cópia de seus contracheques.

Foto1: Contracheque da servidora, antes das férias.
Foto 2: Segundo a servidora, os descontos em seus vencimentos.

Segundo Terezinha, ao se dirigir a coordenadora da unidade de saúde em que trabalha, identificada como Josenilda Dias, acabou sofrendo uma situação de agressão psicológica. “Fui conversar e fui assediada moralmente e agredida psicologicamente, haja vista que não estaria mais próxima a comunidade, que com tanto carinho e dedicação acolhimento tive a honra de dar o meu melhor, mesmo com o sucateamento de unidades âncoras em que às vezes o alimento que levava pra almoçar estragava”, relatou em contato com nossa reportagem.

“Hoje me encontro numa policlínica isolada, e que eles impedem que um só paciente seja atendido por mim. A maior das celeumas foi o fato da agressão verbal, sofrida pela Secretaria de Saúde, hoje enfermeira, mas concursada como auxiliar, ter me gritado, obrigando-me a aceitar a redução salarial e logo após as férias”, nos relata. “Além disso fui acusada de agressão por parte da coordenadora Josenilda Dias”, finaliza o relato.

“Tive redução salarial diante de contratadas. Não consigo compreender tal favorecimento, e numa maneira tosca e ofensiva de me fazer e desistir me designaram pra uma policlínica, da qual não encaminham nenhum paciente”, diz Terezinha.

“Sou desmerecida por ser primeira colocada, e por não concordar e ser a favor de uma política coronelista, que com muita desfaçatez põe a política do ” pão e circo”, pra conseguir apoio popular. E na verdade não valorizam o mais básico em uma cidade, como um acesso a uma saúde de qualidade e escolas de qualidade, assim como a valorização do profissional concursado”, relatou.

RESPOSTA

A reportagem do Se Liga PB entrou em contato com o prefeito de Caturité, Zé João(PSD), que negou as acusações da servidora. Sobre o favorecimento de contratados, em detrimento dos concursados, o gestor não respondeu às nossas indagações, até o fechamento desta matéria.

Redação