Presidente da Câmara de Cabedelo deve assumir interinamente cargo de prefeito do município

José Pereira deve assumir a prefeitura e Wagner do Solanense a presidência da Câmara.

Publicado: 14/04/2026

Foto: Reprodução



Com o afastamento do prefeito Edvaldo Neto (Avante) após operação realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (14), quem deve assumir a Prefeitura Municipal de Cabedelo de forma interina é o atual presidente da Câmara do município, José Pereira.

José Pereira era vice-presidente da Câmara de Cabedelo e assumiu a presidência assim que Edvaldo Neto precisou sair para assumir a Prefeitura de forma interina.

Edvaldo estava ocupando o cargo de prefeito de forma interina desde 2025, quando o então prefeito André Coutinho (Avante) foi cassado, também por suspeita de relação com facção criminosa.

O afastamento de Edvaldo ocorreu dois dias depois das eleições suplementares de Cabedelo, neste domingo (12), quando o prefeito foi eleito.

O novo prefeito interino, José Pereira, está no terceiro mandato de vereador, tendo sido eleito em 2012, 2020 e 2024. Em 2016, tentou a reeleição, mas acabou ficando na suplência.

Com a saída de José Pereira para assumir a Prefeitura, Wagner do Solanense (PV), 2º vice-presidente da Câmara Municipal, deve assumir a presidência do Legislativo de forma interina.

Embora a diplomação do prefeito e vice eleitos deste domingo (12) estivesse marcada para o dia 25 de maio, com o afastamento de Edvaldo Neto, que venceu o pleito, há divergências entre especialistas se o vice eleito (Evilásio Cavalcanti) será empossado até o dia 28 de maio ou se serão marcadas novas eleições. O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) ainda não se posicionou sobre o caso.

Entenda a operação

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Um dos endereços foi um apartamento do prefeito Edvaldo Neto, localizado em Intermares. A Polícia Federal ainda não detalhou material apreendido.

Além do afastamento do prefeito, outros servidores públicos foram afastados por determinação judicial, para preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas.

Segundo a investigação, um consórcio entre políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes da facção “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos fraudulentos.

Por g1 PB



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