O Sistema Único de Saúde (SUS) amplia a rede de assistência a pacientes asmáticos com a incorporação de dois novos medicamentos imunobiológicos: o dupilumabe e o benralizumabe. A medida foca no tratamento da asma grave, condição que frequentemente exige hospitalizações e tratamentos contínuos sem controle total dos sintomas. Segundo dados apresentados no Jornal da Band, a asma atinge cerca de 20 milhões de brasileiros e figura entre as principais causas de internação na rede pública de saúde.
Os novos fármacos atuam diretamente na inibição dos processos inflamatórios e alérgicos que caracterizam as crises severas. A indicação permite o uso em pacientes infantis a partir dos seis anos de idade, representando um avanço significativo para casos como o de João Pedro, de oito anos, que, conforme relata sua mãe, a perfumista Sabrina Borges, enfrenta internações recorrentes e a necessidade constante de oxigênio, mesmo utilizando três medicamentos diários.
Funcionamento e benefícios do tratamento
A aplicação dos medicamentos ocorre por via injetável, com periodicidade de uma ou duas vezes por mês. A dosagem é ajustada individualmente, levando em consideração critérios como a idade e o peso do paciente. O objetivo central da terapia é estabilizar o quadro respiratório, reduzindo drasticamente a frequência de crises agudas.
O médico alergista e imunologista Herberto Chong explica que a asma, quando não tratada adequadamente, pode levar ao óbito. Para o especialista, a principal vantagem da introdução dessas substâncias no SUS, especialmente para o público infantil, é a prevenção de sequelas a longo prazo. O uso correto dos imunobiológicos evita a formação de fibroses e outros danos estruturais nos pulmões, garantindo que a criança tenha um desenvolvimento saudável e livre de limitações respiratórias permanentes.
Atualmente, o cenário da doença no Brasil sobrecarrega o sistema público de saúde devido ao manejo inadequado de casos graves, que resultam em idas constantes às unidades de pronto atendimento. A expectativa é que a oferta desses remédios de alto custo de forma gratuita pelo governo federal desafogue os leitos hospitalares e melhore a qualidade de vida das famílias afetadas.
Apesar da incorporação oficial no rol de medicamentos do SUS, o cronograma de distribuição ainda apresenta indefinições. O Ministério da Saúde confirma a aprovação das tecnologias, mas ainda não informa a data exata em que as ampolas estarão disponíveis nas farmácias de alto custo ou nos centros de referência para os pacientes.
Agência Brasil












