Na manhã desta terça-feira, 25, o Programa Se Liga PB, recebeu alguns ex-funcionários da Câmara Municipal de Areial. Os ex-funcionários pediram direito de resposta, após o presidente da Câmara, Luciano Barros, fazer algumas afirmações a respeito deles. O Se Liga PB cedeu o espaço , assim como também foi concedido anteriormente a Luciano, como direito de resposta ao vereador licenciado, Afonso Henrique e ao vereador Gago de Areial.
Pedro, Ana Cristina e Josileide, foram alguns dos que se sentiram ofendidos por afirmações feitas no programa pelo presidente da Câmara de Areial . Eles afirmaram que “tudo o que Luciano Barros disse é mentira”.
“A gente só veio esclarecer alguns fatos que não são verdades”, pontuou Ana Cristina.
Pedro, ex-tesoureiro, contou que a sua demissão se deu pelo fato de pertencer ao grupo do prefeito Adelson Benjamin. Ele disse que após o rompimento de Luciano com Adelson, foi comunicado que estaria exonerado da função.
“Ele justificou dessa maneira, que eu estaria indo porque sou ligado ao prefeito Adelson”, contou Pedro.
O ex-tesoureiro explicou que com relação as contas não pagas, o financeiro de uma Câmara não é feito apenas pelo tesoureiro, mas também por um contador e o próprio presidente da Câmara que, segundo ele, é o “ordenador das despesas”. Ele frisou que as despesas eram todas planejadas e que Luciano tinha ciência do que seria pago ou não pago.
“Ele era o ordenador das despesas, tinha ciência de que não seria paga”, explicou.
Ele ainda disse que foram contratadas pessoas de outras cidades para algumas funções, e citou o contador, que seria da cidade de Pocinhos e o responsável pelas transmissões, que seria de Montadas.
“É de conhecimento de todos que pessoas de outras cidades ocuparam funções”, disse.
Os ex-funcionários destacaram que foram surpreendidos pela fala de Luciano porque foi dado direito de resposta a ele pelo Se Liga PB, a respeito de assuntos levantados pelo vereador licenciado, Afonso Henrique, e o vereador Gago de Areial, não para falar deles.
“De forma gratuita e covarde passou a destilar sua ira e sua raiva diretamente nos funcionários. Pessoas essas que ele deveria reconhecer o trabalho feito por cada um deles”, desabafou Pedro.
A prestadora de serviço, Josileide, confirmou que foi maltratada por questionar sobre um assunto que não entendeu em uma das reuniões e disse que o presidente da Câmara, não aceita contradições.
“Eu simplesmente questionei ele em um assunto que eu não entendi. Ele disse que eu não tinha o direito de questionar, a única coisa que eu tinha direito era de pegar a vassoura, varrer e pronto”, declarou Josileide.
A ex-prestadora de serviço, deixou claro que sempre tratou Luciano com muito profissionalismo, assim como todos os demais funcionários, mas que ele é uma pessoa da mente fechada e desabafou:
“O que me deixou mais chateada foi ele falar que nós trocamos a vaga de emprego por uma casa, porque eu nem mesmo fiz inscrição”.
Os ex-prestadores de serviços, esclareceram que não aconteceu nada do que foi citado por Luciano e quanto a demissão, Jucileide afirmou, que os contratos foram encerrados sem nenhuma satisfação.
“As demissões que aconteceram lá, foram por conta do rompimento dele com Adelson, e não por troca de favores, de nada”, pontuou. Ela ainda reforça que ele poderia ter deixado isso claro no programa.
Para Pedro, o rompimento não surtiu efeito para a população. “ Falando como eleitor, ninguém sentiu nada. Foi fraco, não surtiu efeito na cidade. Nas redes sociais só tinha gente criticando ele”, frisou. Pedro opinou dizendo que o rompimento aconteceu por “interesse próprio” por parte de Luciano, uma vez que, para o ex-funcionário, ele já não acrescentava mais ao grupo.
Rodrigo Gonçalves, que atuava em um trabalho mais técnico, diferentemente das demais funções, trabalhava de forma externa e disse que não tinha contato com as decisões da Câmara e nem acesso as reuniões internas.
“Minha conversa era somente relacionada ao meu trabalho lá”, pontuou Rodrigo em uma participação via mensagem de voz.
Rodrigo reitera que não causou interferência em nenhuma questão da Câmara com a Prefeitura, uma vez que, não era da função dele. E reforça que cada um fez a sua parte de trabalhar sempre com integridade e profissionalismo.Ele contou que jamais existiu “picuinhas” ou “politicagem”, da parte dos funcionários, e que inclusive votou, juntamente com sua família, em Luciano Barros.
“Eu achei tão irônico… passei por quase onze anos na Câmara, por diversos presidentes, na maioria sem eu ter votado neles, e agora eu saio pelo vereador que eu votei”, desabafou.
Rodrigo pediu respeito aos funcionários que tanto se dedicaram ao seu trabalho na Câmara.
Na ocasião foi explicado a polêmica dos controles escondidos.
“Ele mandou desligar o ar e guardar os controles. Ele não queria que o povo da prefeitura soubesse que foi ele quem mandou guardar. Nisso, a informação vazou e gerou uma polêmica. Só que na verdade os controles estavam guardados. Ele guardou dentro do armário, trancou e levou a chave, só que para dar um de bonzinho nos culpou”, ressaltou uma das ex-funcionárias.
Quanto ao recebimento de casas pela prefeitura, Ana Cristina, disse que têm casa própria e jamais iria se inscrever no programa sendo que já tem moradia.
“Eu me senti magoada, ofendida por ele vir dizer que eu ganhei, troquei uma casa pelo emprego”, desabafou Ana Cristina.
Ana Cristina reforça que não é o caso de ressentimento, mas o fato de terem sido citadas e injuriadas. “Se ele não tivesse falado da gente, nós não estaríamos aqui, mas como ele falou, nos sentimos no direito de vir esclarecer os fatos e contar a nossa versão”, pontuou Cristina.
Quanto as festas de aniversário promovidas por ele, para as funcionárias, Cristina contou que não aconteceu e Luciano ainda alegou abandono de emprego.
“Tudo o que Luciano falou aqui foi mentira, não teve nada de verdade”, finalizou a ex-funcionária.
Redação












