
OPINIÃO: Muitos são os questionamentos sobre a folha de pessoal da Câmara de Campina Grande. Os dados públicos nos confidenciam que quando somamos os salários pagos aos 294 comissionados, e 30 contratados por excepcional Interesse Público, o montante chega a quase R$ 1 milhão.
O questionamento é quem são esses funcionários e como eles foram parar na folha da Câmara? Com uma estrutura modesta é possível desafiar que o espaço oferecido para os servidores dificilmente abrigaria com conforto cerca de 300 servidores contratados e comissionados.
Uma das hipóteses levantadas é que a Câmara de Campina Grande serve como um “cabide de emprego”, agregando aliados políticos com fins eleitoreiros. Um exemplo evidente dessa prática foi à empregabilidade de Joanita Paulino de Oliveira, no inicio de fevereiro de 2018. Ela é esposa do vereador de Pocinhos, Memel Chaves, e recebe ou recebia o montante de R$ 1.500. Você já viu Joanita na Câmara Campinense?
A Câmara de Campina também chegou a empregar a filha do ex-prefeito de Puxinanã, Orlando Dantas. Raíssa foi agraciada com um excelente salário e pouco se viu sua atuação e local de trabalho.
Essas práticas foram, evidentemente, denunciadas por um deputado estadual e atual candidato à reeleição. Há oito meses ele utilizou um espaço radiofônico para “detonar” um ex-aliado político e confidenciar que utilizava a prefeitura de Campina e a Câmara Municipal em troca de apoio político. Conhecido no estado como “Réu Confesso”, ninguém moveu “uma palha” para pedir esclarecimentos e parece que a prática caiu no esquecimento.
A sociedade precisa de esclarecimentos: Quem são? Para que servem? E quanto recebe os agraciados da Câmara mais calada do estado.
Redação.












