O governo federal emitiu um alerta sobre um site falso que tenta aplicar golpes utilizando o nome do programa Desenrola Brasil.
Segundo o Ministério da Fazenda, a plataforma fraudulenta pede dados pessoais de interessados em renegociar dívidas e cobra uma suposta taxa via Pix para dar início a negociação. A pasta reforça que o programa oficial não solicita qualquer tipo de transferência.
O site falso também oferece consulta de CPF para verificar suposta elegibilidade ao programa e faz atendimento por um chat para informações da dívida, como cartão de crédito.
Os golpistas ainda condicionam a renegociação das dívidas ao pagamento antecipado de taxas, solicitando transferências via Pix sob justificativas de “taxa administrativa” e “processamento eletrônico”. A cobrança não existe.
A área econômica do governo orienta que as negociações devem ser feitas diretamente com bancos ou instituições credoras e descarta a necessidade de qualquer tipo de Pix.
“O Ministério da Fazenda alerta que não existe cobrança de taxa para participar do Novo Desenrola Brasil. Os interessados devem procurar diretamente os bancos e instituições financeiras com as quais possuem dívidas para verificar as condições de renegociação”, diz comunicado divulgado pela pasta.
O ministério ainda afirma que a página falsa copia elementos visuais do governo federal e promete “limpar o nome” de devedores em até cinco dias.
Para não cair em golpes
O governo afirma que a renegociação de dívidas deve ser feita diretamente com as instituições: ou seja, buscar a fonte da dívida, como o banco ou a operadora de cartão de crédito com a qual precisa negociar.
O programa permite renegociação de crédito pessoal, cheque especial e cartão de crédito, com desconto de até 90%. É voltado para quem recebe até 5 salários mínimos, com um limite para renegociação de até R$ 15 mil por pessoa.
Todas as regras estão disponíveis em uma plataforma oficial criada pelo Ministério da Fazenda. O acesso ao site não pede cadastro e apresenta um simulador de dívidas, sem a necessidade de informar dados pessoais.
Por R7












