Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (25) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma eventual disputa de segundo turno na eleição presidencial deste ano.
O petista aparece com 47% das intenções de voto, ante 43% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois políticos estão tecnicamente empatados.
A pesquisa ocorreu após a divulgação das mensagens em áudio de quando o senador do PL (Partido Liberal) pediu dinheiro ao banqueiro banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, supostamente para financiar o filme Dark Horse, uma versão da trajetória política de Jair Bolsonaro.
Em relação ao levantamento anterior, de abril, Lula oscilou 1 ponto percentual para cima, enquanto Flávio recuou 2, o que ampliou a vantagem do petista de 1 para 4 pontos percentuais. Além disso, 9% disseram votar em nenhum dos candidatos, por optarem pelo branco ou nulo, enquanto 1% não soube ou não quis responder.
O levantamento foi feito por telefone, entre sexta-feira (22) e domingo (24). A pesquisa ouviu 2.045 entrevistados, tem intervalo de confiança de 95% e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-04193/2026.
Nos demais cenários testados de segundo turno, Lula também ficou à frente: 49% a 38% contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), e 46% a 40% diante do ex-chefe do Executivo de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).
Perfil dos entrevistados
No recorte por perfil dos eleitores, Lula teve melhor desempenho do que Flávio Bolsonaro entre as mulheres (54% a 35%), pessoas com 60 anos ou mais (51% a 41%), católicos (51% a 42%), entrevistados com ensino fundamental completo (56% a 37%), indivíduos com renda familiar de até um salário-mínimo (55% a 32%) e da população desocupada (59% a 28%). Regionalmente, o principal reduto do petista segue no Nordeste, onde teve 59% das intenções de voto, contra 32% de Flávio.
Já o senador do PL lidera, na comparação com Lula, entre homens (52% a 40%), evangélicos (54% a 36%), jovens de 16 a 24 anos (48% a 44%), eleitores com ensino médio completo (47% a 41%) e pessoas com renda familiar superior a cinco salários-mínimos (51% a 44%). Por região, Flávio abre vantagem no Sul (53% a 39%) e no Norte/Centro-Oeste (50% a 43%), enquanto há empate numérico no Sudeste (45% a 45%).
Primeiro turno e preferências
No cenário estimulado, quando as opções são sugeridas aos entrevistados, Lula tem 41% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%.
Na sequência, aparecem: Ronaldo Caiado (5%); Romeu Zema (4%); o presidente do partido Missão, Renan Santos (4%); e o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (3%). O psiquiatra Augusto Cury (Avante) e o ex-deputado federal Cabo Daciolo (Mobiliza) registraram 1% cada. Além disso, 6% dos entrevistados disseram votar em nenhum — branco ou nulo — enquanto 2% não souberam ou não quiseram responder.
Em comparação com abril, Lula manteve o mesmo patamar, enquanto Flávio oscilou 1 ponto percentual para baixo. A sondagem também indica um eleitorado relativamente consolidado: entre os que escolheram um candidato, 70% afirmaram que a decisão está tomada e que não deve mudar de voto até a eleição, enquanto 28% responderam que ainda podem rever a decisão.
No levantamento de migração de votos em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio, o petista teve vantagem sobre os eleitores de Augusto Cury (48% a 23%) e Joaquim Barbosa (46% a 33%). E o senador contou com mais apoio em relação aos eleitores de Romeu Zema (74% a 7%) e de Renan Santos (47% a 22%). Em um cenário com Caiado, houve mais divisão da preferência, pois 36% optaram por Flávio, e 31%, por Lula.
Por R7












