Após 22 anos, Plácido volta à Câmara de Esperança e movimenta cenário político em apenas duas sessões

O parlamentar, que já exerceu mandato de vereador e chegou a presidir a Câmara Municipal no biênio 2001/2002, retornou à Casa Legislativa na condição de suplente.

Publicado: 16/09/2026

Foto: Reprodução



Depois de mais de duas décadas longe do Legislativo Municipal, Plácido de Arruda Câmara Júnior (MDB) voltou à Câmara de Vereadores de Esperança e precisou de apenas duas sessões para se tornar um dos principais personagens do atual cenário político do município.

O parlamentar, que já exerceu mandato de vereador e chegou a presidir a Câmara Municipal no biênio 2001/2002, retornou à Casa Legislativa na condição de suplente. Passados cerca de 22 anos de sua última passagem pelo plenário, Plácido voltou em ritmo acelerado e, como diz a expressão popular, “tirando o prejuízo”.

Em uma das primeiras aparições após o retorno, Plácido levou à tribuna informações que, segundo ele, apontariam para a possível utilização de um suposto “laranja” em negócios relacionados ao vereador Geová Queiroz (PSD). O parlamentar afirmou ter baseado parte dos questionamentos em informações públicas e defendeu uma investigação mais aprofundada do caso.

A acusação elevou a temperatura política dentro e fora da Câmara. Geová negou irregularidades e informou que buscaria medidas judiciais diante das declarações feitas contra ele. Plácido também passou a mencionar a possibilidade de apresentação de um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o episódio.

Após as declarações, Plácido afirmou ter recebido informações sobre possíveis ameaças de agressão. Segundo o relato apresentado pelo próprio parlamentar, teriam chegado até ele mensagens de que poderia ser “pego” e até sofrer agressões depois das sessões da Câmara, o que aumentou ainda mais a tensão no ambiente político de Esperança.

Na sessão seguinte, Plácido voltou a ocupar o centro das atenções. Desta vez, apresentou questionamentos envolvendo uma suposta “funcionária fantasma” ligada à administração municipal e vinculada ao vereador Joelson Dias de Melo (PSD). Durante a fala, exibiu documentos e afirmou que levaria o caso aos órgãos competentes para análise.

A existência de documentos ou de uma denúncia, no entanto, não representa comprovação automática de qualquer irregularidade. Para uma conclusão, é necessária a análise de informações como nomeação, lotação, frequência, remuneração e efetivo exercício da função.

Depois dos embates no plenário, Plácido informou que levou as denúncias ao Ministério Público. A partir da apresentação dos documentos, caberá aos órgãos competentes avaliar se existem elementos suficientes para abertura de procedimento, solicitação de esclarecimentos ou eventual arquivamento.

A apresentação de uma denúncia ao Ministério Público também não significa, por si só, que os fatos tenham sido comprovados ou que os citados sejam responsáveis por alguma irregularidade.

O fato é que, em apenas duas sessões, Plácido conseguiu recolocar seu nome no centro do debate político de Esperança. O retorno chama ainda mais atenção pelo histórico do parlamentar, que há cerca de duas décadas já ocupava cadeira no Legislativo e chegou à presidência da Câmara.

Agora, depois de um longo período distante do plenário, voltou apresentando denúncias, defendendo investigações e protagonizando embates com outros integrantes da Casa. Se a passagem como suplente poderia ser vista inicialmente apenas como um retorno temporário, as duas primeiras sessões indicam uma atuação de forte presença política.

Em Esperança, foram necessárias apenas duas sessões para que a volta de um ex-presidente da Câmara se transformasse em um dos assuntos mais comentados da política local.

As referências a suposto “laranja”, “funcionária fantasma” e demais irregularidades correspondem a acusações e questionamentos apresentados pelo vereador Plácido de Arruda Câmara Júnior (MDB). Os vereadores Geová Queiroz (PSD), Joelson Dias de Melo (PSD), a Prefeitura de Esperança e todas as pessoas mencionadas têm assegurado o direito de apresentar esclarecimentos, documentos e suas respectivas versões dos fatos. O Se Liga PB permanece aberto às manifestações dos envolvidos.

Redação



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