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Datafolha: 67% são contra descriminalização da maconha e 31%, a favor

No levantamento anterior, realizado em setembro do ano passado, 61% se diziam contrários.

Publicado: 23/03/2024

FOTO: REPRODUÇÃO

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23) aponta que 67% dos entrevistados se disseram contra a descriminalização do porte de maconha. No levantamento anterior, realizado em setembro do ano passado, 61% se diziam contrários.

Por outro lado, 31% se mostraram favoráveis na pesquisa divulgada neste sábado. Na pesquisa passada, 36% eram a favor.

Ao mesmo tempo, 2% dos entrevistados informaram que não sabem, ou preferiram não responder. Antes, eram 3%.

O Datafolha relata que foram entrevistadas 2.002 pessoas maiores de 16 anos, entre os dias 19 e 20 de março, em 147 municípios de todo o Brasil. A margem de erro para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

De acordo com os números da pesquisa desta semana:

  • A rejeição à descriminalização da maconha cresceu mais entre jovens de 16 a 24 anos, segmento no qual a opinião contrária à descriminalização passou de 46% para 55%;
  • Na faixa seguinte de idade, dos 25 aos 34 anos, a oposição à descriminalização da maconha subiu de 56% para 65%;
  • Entre brasileiros que se disseram mais escolarizados, 68% informaram ser contra deixar de tratar como crime a posse de pequenas quantidades de maconha;
  • Na parcela com renda familiar mensal de dois a cinco salários mínimos, a rejeição à liberação da posse de maconha somou 71%.

Julgamento no STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou no começo deste mês a análise do recurso que discute se é crime o porte de drogas para consumo próprio. Com a retomada do julgamento, o placar ficou em 5 votos a favor de descriminalizar o porte para uso pessoal, e 3 votos contra a descriminalização.

O julgamento foi interrompido por um pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda não há data para retomada dos votos.

Por G1

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