A morte do cantor Rick, da dupla Rick & Renner, nesta terça-feira (22), voltou a trazer à memória dos brasileiros uma sequência de tragédias aéreas que interromperam trajetórias de artistas, jornalistas, políticos e atletas que marcaram diferentes gerações.
Rick tinha 59 anos e estava em um helicóptero que havia desaparecido durante um voo em Santa Catarina. A aeronave foi localizada na Serra Catarinense, e o Corpo de Bombeiros confirmou que não houve sobreviventes. A tragédia reacendeu lembranças de outros acidentes que provocaram forte comoção nacional.
Na Paraíba, uma dessas lembranças passa diretamente por Gabriel Diniz. O cantor morreu em 27 de maio de 2019, aos 28 anos, após a queda de um avião de pequeno porte em Sergipe. Os dois pilotos que estavam na aeronave também morreram.
Apesar de ter nascido em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Gabriel foi criado em João Pessoa e construiu na Paraíba parte importante de sua trajetória artística. Antes de conquistar o Brasil com o sucesso “Jenifer”, já era conhecido no circuito do forró e mantinha uma relação muito próxima com o público paraibano. Sua morte provocou forte comoção no estado e permanece como uma das perdas mais lembradas pelos paraibanos.
Outra tragédia que parou o país aconteceu em 2 de março de 1996. Os cinco integrantes dos Mamonas Assassinas morreram quando o jatinho em que viajavam atingiu a Serra da Cantareira, em São Paulo. Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli estavam no auge do sucesso e retornavam de uma apresentação em Brasília. Ao todo, nove pessoas morreram no acidente.
Em 2019, o jornalismo brasileiro também perdeu um de seus principais nomes. Ricardo Boechat morreu aos 66 anos após a queda de um helicóptero em São Paulo. O jornalista retornava de Campinas quando a aeronave caiu nas proximidades da Rodovia Anhanguera. O piloto também morreu.
Dois anos depois, em 5 de novembro de 2021, o Brasil voltou a ser tomado pela comoção com a morte de Marília Mendonça. A cantora tinha apenas 26 anos quando o avião em que viajava caiu na região de Caratinga, em Minas Gerais. Outras quatro pessoas morreram no acidente. Já consagrada como uma das maiores vozes da música sertaneja, Marília deixou uma legião de fãs e uma trajetória interrompida de forma precoce.
A política brasileira também registrou perdas marcantes. Em 2014, o então candidato à Presidência da República Eduardo Campos morreu na queda de um avião em Santos, no litoral de São Paulo. Em 2017, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki morreu em outro acidente aéreo, desta vez na região de Paraty, no Rio de Janeiro.
Uma das maiores tragédias envolvendo brasileiros ocorreu em novembro de 2016, com a delegação da Chapecoense. O avião que transportava jogadores, integrantes da comissão técnica, dirigentes e jornalistas caiu próximo a Medellín, na Colômbia. Setenta e uma pessoas morreram e apenas seis sobreviveram. A tragédia mobilizou o mundo do futebol e permanece como um dos episódios mais dolorosos do esporte brasileiro.
Outro nome histórico que perdeu a vida em um acidente aéreo foi Ulysses Guimarães. Em 1992, o deputado federal morreu após a queda de um helicóptero no mar, durante uma viagem entre Angra dos Reis e São Paulo. O corpo do parlamentar nunca foi encontrado.
A morte de Rick agora se soma a essa lista de perdas que marcaram o país. Histórias de artistas, jornalistas, políticos e atletas interrompidas de forma repentina e que, mesmo com o passar dos anos, continuam presentes na memória dos brasileiros.
Na Paraíba, Gabriel Diniz permanece como um dos símbolos mais fortes dessa lembrança. Sua alegria, sua música e sua ligação com o estado fazem com que, a cada nova tragédia aérea envolvendo nomes conhecidos, sua história volte a ser lembrada.
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