Gestão resumida a quem entra e quem sai? Demissão levanta suspeita de perseguição política, e bastidores apontam onda de desligamentos em Esperança

O episódio ocorre ainda em meio à expectativa de novos desligamentos na estrutura municipal.

Publicado: 01/09/2026

Foto: Reprodução



A gestão do prefeito Thiago Moraes (PP) volta ao centro das discussões políticas em Esperança. Desta vez, o assunto envolve o desligamento de Kallynia Vasconcelos, que atuava na Farmácia Básica do SESP e, conforme informações obtidas pelo Se Liga PB, trabalhava há aproximadamente nove anos na Prefeitura Municipal.

O Se Liga PB tomou conhecimento da demissão nesta terça-feira (1º). O episódio passou a repercutir nos bastidores políticos da cidade diante da suspeita de que o desligamento possa ter alguma relação com o posicionamento político de pessoas próximas à servidora.

Pessoas do convívio familiar de Kallynia possuem ligações políticas e profissionais com nomes que atualmente estão em campo diferente daquele seguido pela gestão municipal. O cenário fez surgir questionamentos sobre uma eventual motivação política para o desligamento.

Até o momento, entretanto, não há comprovação de perseguição política. O Se Liga PB trata a situação como suspeita levantada nos bastidores e não como fato estabelecido, uma vez que seria necessário demonstrar que a decisão administrativa ocorreu efetivamente em razão de posicionamentos político-eleitorais.

O episódio ocorre ainda em meio à expectativa de novos desligamentos na estrutura municipal. Informações que circulam nos bastidores apontam para uma possível onda de demissões, embora não exista, até o momento, confirmação oficial da Prefeitura sobre quantidade de pessoas, setores atingidos ou critérios que eventualmente seriam adotados.

Com isso, cresce entre críticos da administração a percepção de que boa parte do debate envolvendo a gestão Thiago Moraes tem sido resumida a uma pergunta recorrente: quem entra e quem sai da Prefeitura? Nomeações, exonerações e mudanças na estrutura administrativa vêm ocupando espaço significativo nas discussões políticas do município.

Em pleno período eleitoral, qualquer eventual utilização de decisões administrativas como instrumento de retaliação política precisa ser analisada com cautela e mediante provas. Da mesma forma, exonerações e desligamentos que estejam dentro das atribuições legais da administração não podem, isoladamente, ser classificados como perseguição.

O Se Liga PB preserva o sigilo sobre a origem das informações obtidas e mantém espaço aberto para que a Prefeitura de Esperança e a gestão do prefeito Thiago Moraes apresentem esclarecimentos sobre o desligamento de Kallynia Vasconcelos e sobre a informação de que novos desligamentos poderão ocorrer na administração municipal.

Redação



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