Lula defende fim da escala 6×1 e diz que vai negociar aprovação com líderes

 “Será um benefício para a saúde, para a educação e para o amor dentro de casa”, afirmou.

Publicado: 23/05/2026

Lula em cerimônia – Foto: Ricardo Stuckert/PR

Foto: Reprodução



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (22), que é favorável ao fim da escala 6×1, atualmente em discussão em comissão especial da Câmara, e que a medida vai beneficiar a economia e a vida do brasileiro. “Será um benefício para a saúde, para a educação e para o amor dentro de casa”, afirmou.

A afirmação foi feita durante participação do presidente no programa Sem Censura, da TV Brasil, onde ele confirmou que se reunirá com o o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para discutir a votação da proposta de redução da jornada de trabalho, das atuais 44 horas, para 40 horas semanais.

Obviamente não temos força para aprovar tudo que a gente quer, então temos que negociar. –Lula

A comissão especial que analisará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) volta a se reunir na próxima segunda-feira (25) para votar o parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA). A expectativa é que o projeto seja votado também no plenário da Câmara ainda na próxima semana.

Acordo patrão e empregado

O deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA) afirmou nesta semana que quer a redução da jornada de trabalho, das atuais 44 horas, para 40 horas semanais, mas defendeu que esse teto seja negociado entre empregados e empregadores.

“A gente dá a possibilidade de que essas 40 horas sejam na média, essa é minha defesa. Eu não entro tanto [o relatório] no serviço de saúde e outros serviços que são essenciais e com trabalho noturno. A ideia é que o trabalhador tenha vida, mas que não prejudique, nem tire o máximo do sistema produtivo”, afirmou o deputado em conversa com jornalistas.

Prates deu como exemplo uma mãe atípica, que não quer seus dois dias de folga nos finais de semana, pois prefere ter a oportunidade de acompanhar seu filho autista em suas sessões de estimulação, que acontecem durante a semana. Ele falou ainda dos contratos públicos, serviços que não param nunca, como os de saúde.

“O que estou dando é flexibilidade para que patrão e empregado negociem. Nós não temos as especificidades. Nós estamos dando um teto, mas as convenções coletivas regulam. Se colocarmos no parâmetro constitucional ‘determino que será semanalmente’ eu vou engessar, causar um problema para todo esse sistema”, afirmou Leo Prates.

BAND.COM.BR



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