Motoboy encontrado morto em João Pessoa foi esfaqueado mais de 50 vezes, diz perícia

Erick Santos, de 23 anos, foi encontrado morto em 29 de agosto, após desaparecer no dia 25 do mesmo mês.

Publicado: 01/09/2026

Foto: Reprodução/Redes sociais



O motoboy Erick Santos, de 23 anos, morto em João Pessoa por um suposto caso de ciúmes, de acordo com a Polícia Civil, foi esfaqueado mais de 50 vezes em várias partes do corpo. Essa informação foi confirmada pelo diretor do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), Flávio Fabres, nesta terça-feira (1º).

De acordo com o diretor, o exame de necrópsia foi responsável por conseguir definir a quantidade de facadas sofridas pelo motoboy. Esse exame, no entanto, vai se seguir de um outro, um laudo final, mais detalhado, que ainda vai ser finalizado e, este, apresentado para a Polícia Civil na investigação do caso.

Um homem, que não teve a identidade divulgada, suspeito de mandar torturar o jovem foi preso na sexta-feira (28) e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva no domingo (30). Segundo o delegado responsável pela investigação, Felipe Williams, a motivação do crime foi um dos fatores considerados para a manutenção da prisão.

A Polícia Civil informou ainda que continua investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos. A principal linha de investigação é de que Erick e a ex-companheira mantinham um relacionamento. O atual namorado dela teria descoberto o suposto caso e atraído o motoboy até a residência.

Ciúmes teriam motivado o crime

Ciúmes teriam motivado a tortura e a morte do motoboy Erick Santos, de 23 anos, em João Pessoa. A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Civil Filipe Williams, que afirmou que a motivação do crime foi esclarecida durante a audiência de custódia de um dos suspeitos preso.

Erick estava desaparecido desde a terça-feira (25), quando fez o último contato com a companheira. No sábado (29), o jovem foi encontrado morto em uma região de mata no bairro Padre Zé.

Segundo a polícia, Erick foi vítima de tortura praticada por membros de uma facção criminosa.

Prisão do suspeito

Um homem foi preso na tarde de sexta-feira (28), em João Pessoa, suspeito de envolvimento no desaparecimento do motoboy Erick Rodrigues, de 23 anos. Segundo a Polícia Civil, o homem é integrante de uma facção criminosa e confessou ter ordenado uma tortura contra o motoboy.

De acordo com o delegado Filipe William, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as investigações apontaram que a geolocalização da moto de Erick levou os policiais até uma residência no bairro Padre Zé, em João Pessoa.

O imóvel pertence à ex-companheira do motoboy. No local, a polícia identificou o atual namorado da mulher, que, segundo o delegado, é monitorado por tornozeleira eletrônica e já foi condenado pela Justiça.

“Ao chegar lá, identificamos quem era a ex-companheira, identificamos também o atual namorado dela. Ele é uma pessoa tornozelada e ele já é condenado. E estava tornozelado também; identificamos que ele estava lá no local na madrugada em que Erick esteve por lá”, explicou o delegado Filipe William.

Suspeita de tortura

O homem preso confessou à polícia que aplicou uma tortura contra Erick, termo usado por ele durante o depoimento. Segundo o suspeito, a motivação seria o suposto relacionamento entre a vítima e a mulher.

“Ele confessou que aplicou uma disciplina em Erick. Na palavra dele mesmo, disciplina. É pelo fato dele estar tendo um relacionamento com a sua companheira, segundo ele afirma”, disse o delegado.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem afirmou que contou com a ajuda de outros dois integrantes da facção para praticar a violência contra Erick.

“O torturaram e, após a tortura, segundo ele, conduziram para Caaporã”, disse o delegado Filipe William.

O suspeito negou ter matado Erick, mas admitiu ter participado da tortura.

“Ele negou ter executado Eric, ele confirmou que torturou, confirmou que aplicou a disciplina, inclusive a pedido dele os integrantes de facção criminosa foram até sua casa para realizar o ato, mas ele nega ter praticado o homicídio de Erick”, afirmou o delegado.

Como o motoboy foi atraído?

Segundo o depoimento do suspeito, Erick foi atraído até a residência após receber uma mensagem. A Polícia Civil descobriu que o texto não teria sido enviado pela ex-companheira do motoboy.

“Ele foi lá atraído, mas a informação que nós temos é de que essa mensagem foi enviada não pela ex-companheira, mas pelo próprio preso conduzido aqui, que pegou o celular dela e se passou por ela”, detalhou o delegado.

Ex-companheira nega relacionamento

A ex-companheira de Erick negou à polícia que mantinha um relacionamento com o motoboy. Segundo a Polícia Civil, ela relatou que integrantes de uma facção criminosa entraram na residência e que foi vítima de violência doméstica por causa da suspeita do companheiro sobre um suposto caso com Erick.

O motoboy e a ex-companheira não tinham filhos, porém cuidaram juntos de uma criança que a mãe era a ex-companheira de Erick. E, por este motivo, manteriam contato mesmo após o término, segundo as primeiras informações.

Ainda segundo o delegado, a polícia adotou medidas relacionadas à denúncia de violência doméstica.

Fonte: g1 PB 



COMPARTILHE AGORA

OUTRAS NOTÍCIAS

×
Rolar para o topo
🔔 SeLigaPB