No Se Liga PB, Adriano Galdino critica extrema direita e aponta riscos para programas sociais

Adriano Galdino defendeu Lula, destacou programas sociais e criticou propostas atribuídas a Flávio Bolsonaro.

Publicado: 21/10/2026

Foto: Reprodução



O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado estadual Adriano Galdino, defendeu o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais e fez críticas ao candidato Flávio Bolsonaro durante participação no programa Se Liga PB, nesta quarta-feira (21). Na entrevista, o parlamentar destacou a importância dos programas sociais, dos investimentos na região Nordeste e da educação em sua trajetória pessoal.

Ao explicar sua atuação na campanha, Galdino afirmou que considera a defesa de Lula uma de suas principais prioridades neste momento. Segundo ele, a escolha de um representante político deve levar em conta o conhecimento da realidade da população e o compromisso com as necessidades regionais.

“Um político é um representante, e pra gente escolher alguém para nos representar, a gente precisa entender e compreender que esse alguém, esse político escolhido, ele precisa conhecer a nossa realidade, o nosso dia a dia, os nossos problemas, as nossas vontades, pra ele poder representar bem cada um de nós”, declarou.

O deputado comparou os dois candidatos à Presidência e argumentou que Lula conhece de perto as dificuldades enfrentadas pela população nordestina. Como exemplo, citou a transposição do Rio São Francisco, que, segundo ele, simboliza o compromisso do atual presidente com a região.

“Lula é um nordestino como a gente, como eu, como você, como todos aqueles que estão nos ouvindo, guerreiro, um filho do povo, que precisou sair do Nordeste para sobreviver, infelizmente”, afirmou.

Galdino também criticou a concentração histórica de investimentos no Sul e no Sudeste e defendeu a ampliação das políticas públicas destinadas ao Nordeste. Para o parlamentar, a região precisa de representantes que conheçam suas particularidades e atuem para reduzir as desigualdades.

Programas sociais e defesa da população de baixa renda

Durante a entrevista, o presidente da ALPB destacou iniciativas como Bolsa Família, Pé-de-Meia, Minha Casa, Minha Vida, ProUni, Pronatec, Farmácia Popular e Vale-Gás. Segundo ele, esses programas têm impacto direto na vida das famílias de baixa renda, especialmente nos momentos de maior dificuldade financeira.

Ao falar sobre o Bolsa Família, Galdino manifestou preocupação com possíveis mudanças no programa caso haja alteração no comando do Governo Federal. Ele também mencionou declarações que atribuiu a Flávio Bolsonaro e a integrantes de sua equipe sobre eventuais cortes em benefícios sociais e previdenciários.

O deputado ressaltou que políticas de transferência de renda e acesso a serviços públicos representam, para muitas famílias, condições essenciais para garantir alimentação, moradia, educação e medicamentos.

Ao abordar a Farmácia Popular, ele recorreu a um exemplo cotidiano para explicar a importância do programa.

“Para muitos que não precisam, que têm dinheiro para comprar seu remédio, a Farmácia Popular não tem tanta importância. Mas para o pai e a mãe de família, que quando estão com um ente querido doente, um filho ou uma filha, olham para uma receita e para o bolso e não veem que não têm dinheiro para comprar aquela medicação, esse aí sim sabe a importância da Farmácia Popular”, pontuou.

O parlamentar também defendeu o Vale-Gás, afirmando que o benefício pode fazer diferença para famílias que não conseguem arcar com despesas básicas. Na avaliação dele, a discussão sobre políticas sociais precisa considerar a realidade de quem depende desses recursos.

Críticas à extrema direita

Adriano Galdino criticou o que classificou como radicalismo da extrema direita e acusou esse campo político de disseminar informações falsas. O deputado afirmou que respeita setores da direita que considera moderados, mas fez ressalvas ao bolsonarismo.

“Eu tenho respeito à direita, mas a direita do Alckmin, do Fernando Henrique Cardoso, do Serra. Eu tenho respeito à direita das pessoas que são equilibradas, não por essa extrema direita radical, violenta, selvagem, que tem seu expoente no bolsonarismo”, disse.

Galdino também citou a situação econômica da Argentina como argumento contra a adoção de políticas semelhantes às defendidas pelo presidente Javier Milei. Na avaliação do deputado, o modelo econômico associado à extrema direita pode ampliar as dificuldades enfrentadas pelas parcelas mais vulneráveis da população.

Ele ainda demonstrou preocupação com possíveis retrocessos nas garantias constitucionais e com o risco de um período autoritário, caso avance o projeto político que critica. Essas declarações foram apresentadas pelo parlamentar como argumentos para mobilizar eleitores neste segundo turno.

“Eu estou acordando cedo, indo dormir tarde. Ontem eu fui dormir por volta das três horas da manhã, mas estou dando o meu melhor. Estou conversando e dialogando com o povo da Paraíba”, afirmou, ao comentar sua participação nas articulações políticas em favor de Lula.

Educação e trajetória de vida

Galdino também relembrou sua origem humilde e o caminho percorrido até chegar à presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba. Ele contou que começou a trabalhar ainda criança, em Pocinhos, onde exerceu atividades como vendedor na feira livre, empregado de mercadinho e garçom.

O deputado relatou que foi criado pelos pais, Dona Bete e seu Antônio, a quem descreveu como pessoas simples e trabalhadoras. Segundo ele, o pai atuou como borracheiro, caminhoneiro e mestre de obras, enquanto a mãe trabalhava como vendedora de produtos de porta em porta e mantinha uma pequena cantina em uma escola municipal.

Ao recordar essa trajetória, Galdino atribuiu à educação uma parcela decisiva de sua formação pessoal e política.

“Eu sou fruto da educação. Foi a educação que me deu a base, foi a educação que me deu o conteúdo para chegar onde cheguei”, declarou.

O parlamentar afirmou que considera importante reconhecer suas origens e manter o compromisso com as pessoas que enfrentam dificuldades semelhantes às vividas por sua família. Para ele, essa experiência influencia sua defesa de políticas públicas voltadas à população de baixa renda.

Ao encerrar sua participação, Adriano pediu que os paraibanos refletissem sobre os argumentos apresentados e participassem do processo eleitoral. O deputado reafirmou sua posição em favor de Lula e disse acreditar que o debate político deve considerar os efeitos das propostas dos candidatos sobre a população brasileira, especialmente os nordestinos e as famílias mais vulneráveis.

Redação



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