Operação em Cabedelo determina afastamento de prefeito eleito para investigação de esquema de fraudes em licitações

Edvaldo Neto, eleito no último domingo (12), estava como prefeito interino após gestor eleito em 2024 ter mandato cassado por abuso de poder político e econômico, além de compra de votos durante o pleito.

Publicado: 14/04/2026

Foto: Reprodução



A Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal e Ministério Público da Paraíba (MPPB), através do Gaeco e CGU, na manhã desta terça-feira (14), visou cumprir o afastamento do atual prefeito de Cabedelo Edvaldo Neto (Avante) no âmbito das investigações de esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos para financiar facção no município. O Poder Judiciário também expediu 21 mandados de busca e apreensão, além do afastamento de outros servidores.

Edvaldo Neto foi eleito com 61,21% dos votos durante Eleições Suplementares realizadas no último domingo (12). Ele ocupava o cargo de prefeito interino, após o gestor eleito em 2024, ter o mandato cassado ao ser condenado por abuso de poder político e econômico, além de compra de votos durante o pleito.

As investigações apontam que o esquema atuava na contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”. Faccionados eram infiltrados dentro da Prefeitura de Cabedelo e valores financiavam a facção para manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.

Ainda segundo a investigação, os contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas pode chegar até R$ 270 milhões.

O afastamento do prefeito e outros servidores visam preservar a investigação e impedir a continuidade das condutas investigadas.

Com ClickPB



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